24 de abr. de 2020

Covid-19 e Saúde do Trabalhador


Em meio ao momento de Pandemia que vivenciamos disponibilizamos materiais que tenham a interface "Covid-19 e Saúde do Trabalhador(a) na aba superior de nosso Blog. 

As informações estão sendo atualizadas periodicamente. 

Acesse aqui e confira. 

16 de abr. de 2020

NASST do Hospital Otávio de Freitas realiza campanha de vacinação



*Por Edson Sobrinho (NASST – HOF)

O Núcleo de Assistência à Saúde e Segurança à Saúde e Segurança do Trabalhador - NASST do Hospital Otávio de Freitas, visando a prevenção e promoção à saúde dos trabalhadores, promoveu aos seus trabalhadores a imunização por meio da vacina contra a INFLUENZA.

Na ocasião também foram realizadas orientações sobre a necessidade de isolamento social e a distância de 1,5m entre uma pessoa e outra, como também a obrigatoriedade de não ocorrência de aglomerações em ambientes. À respeito desta orientação, preservamos a medida em nossa ação.


O intuito da vacinação contra INFLUENZA é garantir a proteção contra o vírus da gripe, visto que, temos um outro tipo de vírus circulante no momento, o novo Coronavírus (Covid-19). Ressaltamos que a vacina disponibilizada não tem cobertura para evitar a COVID 19.

15 de abr. de 2020

Evento em alusão ao dia 28 de fevereiro – dia mundial de combate a LER/DORT

O dia 28 de fevereiro é dedicado ao Dia Mundial de Combate à LER/Dort. A data, escolhida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para conscientizar a população sobre os distúrbios osteomusculares relacionados ao Trabalho (Dort), que incluem as lesões por esforços repetitivos (LER). Diante disto, o Cerest Regional Cabo de Santo Agostinho realizou no dia 03/03/2020 um evento em alusão a esta data. O evento contou com a participação dos Agentes Comunitários de Saúde do município do Cabo de Santo Agostinho.

O evento foi aberto com a fala da Coordenadora Rubenita Sobral, que deu as boas vindas aos presentes, seguido pela participação da profissional de educação física da Secretaria de Esportes do município, que fez um momento de ginástica laboral com todos os presentes.


niciando a parte das apresentações, os profissionais do Cerest Joseildo e Leonardo, explanaram sobre o papel do Cerest e sua regionalização. Findando esse momento, foi realizada uma palestra sobre LER/Dort com a Apoiadora de VISAT do Cerest Estadual, Mariana Barros. Que mostrou para os presentes os riscos de desenvolvimento das lesões, os sintomas e como se prevenir. Além de dicas posturais e dados epidemiológicos da LER/Dort dentro do estado de Pernambuco.

13 de fev. de 2020

1ª reunião colegiada de Coordenadores de Cerest ocorre em Recife



Na última terça-feira (11/02), ocorreu no auditório do Nepel, o Colegiado de Coordenação dos Cerest. O espaço contou com a presença de coordenadores e técnicos de sete dos oito Cerest Regionais do Estado de Pernambuco, além da Gerência de Vigilância em Saúde Ambiental e do Trabalhador e do Cerest Estadual Pernambuco e o Tribunal Regional do Trabalho da 6ª região. 

O objetivo principal do colegiado foi o de organizar a proposta de oficina de Saúde Trabalhador para os municípios de sua área de abrangência. Foi elaborada uma proposta inicial, pactuada entre coordenadores e técnicos de referência do Cerest Estadual. Ao final da reunião, as propostas foram apresentadas ao coletivo e a proposta final de cada oficina será enviada até o dia 21/02. 

As oficinas estão propostas para os meses de abril e maio deste ano e abrangerão toda a área do estado de Pernambuco. 




5 de fev. de 2020

Cerest Petrolina realiza ações de promoção à saúde mental do trabalhador na campanha Janeiro Branco

Via Cerest Petrolina 






O Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (CEREST) com sede em Petrolina realizou duas ações de promoção ao cuidado em saúde mental voltados à saúde do trabalhador.  A oficina teve como tema: “Janeiro Branco: Cuidar do mundo é cuidar de mim” e aconteceu no dia 28/01/2020 no município de Petrolina e dia 29/01/2020 em Santa Maria da Boa Vista – Pernambuco. A ação planejada ocorreu em parceria com as coordenações de vigilância em saúde e atenção básica. O público alvo desta ação foram os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes Comunitários de Endemias (ACE). O evento contou com a parceria também de fisioterapeutas e psicólogos do NASF para a realização da Prática Integrativa em Saúde (PICS) de auriculoterapia.


A ação do CEREST teve como propostas discutir sobre promoção ao cuidado em saúde mental e falar sobre estratégias de prevenção ao adoecimento do trabalhador. Na ocasião foi mencionada a importância do preenchimento da ficha de notificação de transtornos mentais relacionados ao trabalho. “Precisamos dos dados para realizar a construção de um perfil epidemiológico sobre o adoecimento relacionado ao trabalho” fala GabriellaWrublewski, psicóloga do CEREST.  Os dados das fichas de notificação são essenciais para conseguirmos levantar um planejamento estratégico e dessa forma, prevenir o adoecimento do trabalhador, disse Jefferson Bezerra, gerente do CEREST-Petrolina. Ao final do evento ficou a mensagem que precisamos criar estratégias para cuidar da saúde mental do trabalhador não só no mês da campanha, mas ao longo do ano. É necessário estruturar políticas públicas que causem impactos na saúde do trabalhador o ano todo.




21 de jan. de 2020

Agradecemos pelos 50.000 acessos!

O blog da Vigilância em Saúde do Trabalhador é uma das ferramentas utilizadas pelo Cerest Estadual Pernambuco para divulgação das ações e informações produzidas pela equipe de Saúde do Trabalhador no estado. Desde 2017 este ferramenta vem se consolidando e possibilitando o compartilhamento e acesso a materiais produzido pelo Cerest e parceiros da Renast. 

Agradecemos a todas(os) que utilizam e contribuem para manter esta ferramenta ativa e esperamos que cada dia mais esta sirva como um canal de diálogo e informação para a rede e para os trabalhadores no geral. 



17 de jan. de 2020

Informe Acidente de Trabalho Grave - 4º Trimestre de 2019

A área técnica de Acidente de Trabalho Grave (ATG) divulga o informe referente as notificações ocorridas no período de janeiro a dezembro de 2019. Ao todo, foram 2.252 casos de ATG notificados, sendo destes, 64% referente a acidentes típicos e 30% a acidentes de trajeto. A principal unidade notificadora foi o Hospital Regional do Agreste, responsável por 20% das notificações de ATG no estado. 

As informações foram coletadas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) em 07 de janeiro de 2020. Para acessar o informe completo, clique aqui ou na imagem abaixo. 




3 de jan. de 2020

Janeiro Branco: é preciso falar da relação saúde mental e trabalho e nos seus impactos à saúde dos trabalhadores


CAMPANHA JANEIRO BRANCO 

Projeto iniciou- se em 2014 e vem tendo adesão em vários estados do país.

Segundo site da campanha, são eixos estruturantes da mesma: 

Campanha Janeiro Branco: uma campanha dedicada a convidar as pessoas a pensarem sobre suas vidas, o sentido e o propósito delas, a qualidade dos seus relacionamentos e o quanto elas conhecem sobre si mesmas, suas emoções, seus pensamentos e sobre os seus comportamentos.
Campanha Janeiro Branco: uma campanha dedicada a colocar os temas da Saúde Mental em máxima evidência no mundo em nome da prevenção ao adoecimento emocional da humanidade.
Campanha Janeiro Branco: uma campanha dedicada a sensibilizar as mídias, as instituições sociais, públicas e privadas, e os poderes constituídos, públicos e privados, em relação à importância de projetos estratégicos, políticas públicas, recursos financeiros, espaços sociais e iniciativas socioculturais empenhadas(os) em valorizar e em atender as demandas individuais e coletivas , direta ou indiretamente, relacionadas aos universos da Saúde Mental. (Fonte: janeirobranco.com.br). 
SAÚDE MENTAL E TRABALHO
*Paulo Lira (Sanitarista, Apoiador em Visat do  Cerest Estadual Pernambuco)
É fato que vivemos uma "epidemia" dos transtornos mentais, muitos desses, originados ou agravados pelo trabalho [1]. Dados nacionais do observatório de segurança e saúde no trabalho, referente ao período de 2012 a 2018, apontam para um perfil de afastamento dos trabalhadores (só considerando os auxílios B91 - Auxilio-Doença Acidentário) com doenças relacionadas à saúde mental ocupando lugar de destaque. Neste período, foram 19.729 casos relacionados à Depressão e Episódios Depressivos (10º lugar nos afastamentos relacionados ao trabalho); 17.163 afastamentos por Transtornos Ansiosos e Fóbicos (12º lugar); Episódios Depressivos e Depressões com 6.423 casos; Stress e Adaptação com 2.930 afastamentos; outros transtornos mentais 2.394 casos e uso de Álcool e Substâncias 1.837 casos [2]. No Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), no período de 2007 a 2018, foram 10.237 casos de Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho. Em Pernambuco, no mesmo período, foram 685 notificações de transtornos mentais relacionadas ao trabalho [2]. Ainda é necessário ressaltar a já sabida subnotificação dos casos e dificuldades no estabelecimento do nexo causal entre trabalho e doença [3].
No entanto, os dados registrados revelam apenas a "ponta do iceberg". Para compreender a estrutura e dinâmica desse processo, é necessário avançar para além da expressão singularizada da doença, embora esta seja importante e passível de intervenção, para a compreensão da dinâmica social que é determinante para o aumento destes casos. 
Estresse, ansiedade, mal estar, fadiga, falta de prazer em realizar atividades corriqueiras, medo, insegurança são expressões cotidianas sentidas por muitos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo. Não à toa o mundo do trabalho passou (e vem) passando por mudanças contemporaneamente, em um processo denominado inicialmente de "Reestruturação Produtiva" . O contexto político e econômico também sofreu importantes mudanças nesse período, com destaque para o "enxugamento" do papel do Estado nas políticas sociais, consequente privatização de serviços públicos e mudanças nas condições, relações, organização, processos e ambientes de trabalho [4]. 
Essas mudanças perpassam necessariamente por um processo de precarização social do trabalho, que mediata ou imediatamente, influenciará na saúde dos trabalhadores. Assim, se faz necessário apontar breves reflexões sobre estas mudanças ocorridas no mundo do trabalho que parecem ser ponto central para o entendimento do aumento do adoecimento biopsíquico dos trabalhadores. 
Na esteira da precarização do trabalho esta o processo de flexibilização dos vínculos trabalhistas, com expansão das terceirizações, contratos temporários, intermitentes e a expansão alarmante da informalidade, com empregados contratados sem carteira assinada, autônomos e conta própria (e sua infinidade de funções). Vínculos que estão entrelaçados em vários processos produtivos, dando adeus ao estatuto de "trabalhador estável". O impacto é evidente: aumento dos acidentes de trabalho entre terceirizados, menor remuneração, aumento da rotatividade no trabalho, corte em benefícios indiretos para familiares dos trabalhadores, responsabilização pelo processo de formação para garantia da empregabilidade até a expressão mais precarizada de um trabalhador "quase sem direitos" como os ambulantes, entregadores de aplicativos, entre outros, aos quais restam as subfinanciadas Saúde Pública e Assistência Social [5]. As condições de trabalho também são as mais diversas possíveis, mas os mecanismos citados anteriormente confluem para que estas sejam piores, chegando à casos de o(a) próprio(a) trabalhador(a) se responsabilizar pelas condições de saúde e segurança de "seu" ambiente de trabalho (o tão alardeado empreendedorismo!). O município de Toritama, na fabricação de peças de jeans, é um laboratório a céu aberto desta condição. 
Na organização do  trabalho, apesar do incremento tecnológico em vários setores, ampliam-se e articulam-se jornadas mais longas, por meio de horas extras, banco de horas, a um processo de intensificação do trabalho, que demanda dos trabalhadores mais gasto de energia, seja essa física, psíquica e/ou emocional. "Com um limão fazer uma limonada!" é lema na empresa enxuta! Com isso, se expande a taxa de desemprego ao mesmo tempo que exige-se polivalência, proatividade dos trabalhadores ainda empregados e assustados pelo fantasma do desemprego. Complexos processos subjetivos originam-se desta trama, onde há um reforço ao individualismo, a competitividade em detrimento da ação coletiva e organizada.  Assim, elementos "identitários" dos trabalhadores são "borrados" na tentativa de construção de uma falsa identidade de colaborador, empreendedor, time ou família, muitos desses utilizados à contragosto dos trabalhadores. A invasão do tempo de trabalho nos tempos de não trabalho (lazer, descanso, estudo, família) é notável, seja com o constante "monitoramento" da tecnologia via aplicativo de mensagens, seja pela necessidade de extensão das jornadas para garantia da renda mínima para suprir necessidades básicas. 

Estresse, ansiedade, mal estar, fadiga, falta de prazer em realizar atividades corriqueiras, medo, insegurança são expressões cotidianas sentidas por muitos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo. Voltamos de onde partimos, mas agora com alguns elementos que nos permitem articular a dinâmica estruturante da determinação social da saúde mental dos trabalhadores. Podemos assim construir ações temáticas (como o janeiro branco) atreladas a processos contínuos e intersetoriais, sempre com a participação dos trabalhadores, que explicitem o adoecimento, mas que também incidam, minimamente (dentro de todas as limitações), nas determinações do adoecimento mental da classe trabalhadora. 

*o texto reflete a opinião do autor, não necessariamente da instituição. 

Se interessou pelo tema e quer saber mais?  Acesse os materiais:

1)Cartilha:  Atenção ao sofrimento e ao adoecimento psíquico do trabalhador e da trabalhadora;
2) Artigo: As novas relações de trabalho, o desgaste mental do trabalhador e os transtornos mentais no trabalho precarizado (FRANCO; DRUCK; SILVA, 2010)
Referências 

[1] https://www.anamt.org.br/portal/2019/04/22/transtornos-mentais-estao-entre-as-maiores-causas-de-afastamento-do-trabalho/
[2] Dados previdenciários exclusivo para trabalhadores contribuintes. Os dados do Sinan se referem a todas as formas de trabalho "formal" e "informal".

[4] ANTUNES, Ricardo; PRAUN, Luci. A sociedade dos adoecimentos no trabalho. Serv. Soc. Soc, São Paulo, v. 23, n. 1, p.407-427, jul./set. 2015.

[5] CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES. Secretaria Nacional de Relações de Trabalho e Departamento Intersindical. Precarização e Desenvolvimento: uma conta que não fecha. São Paulo: Central Única dos Trabalhadores, 2014. 56 p.

CEVORT-PE realiza ação de campo

Nos dias 5 e 6 de agosto foi realizada a atividade voltada para trabalhadores por aplicativos no município de Igarassu. A ação foi articulad...