6 de out. de 2026

Oficina de Vigilância do Óbito Relacionado ao Trabalho (VORT) reúne especialistas e fortalece a Renastt em Pernambuco


Nos dias 18 e 19 de agosto de 2026, aconteceu no Recife a Oficina Estadual de Vigilância do Óbito Relacionado ao Trabalho (VORT), evento que marcou  importante avanço na articulação entre instituições e profissionais dedicados à saúde do trabalhador em Pernambuco. O evento teve abertura solene com a presença de representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), Conselho Estadual de Saúde (CES),  Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (APEVISA) e Instituto Médico Legal (IML), reforçando o caráter prioritário da VORT na agenda estadual da saúde.

A oficina teve por objetivo qualificar a vigilância em saúde no processo de investigação e análise dos casos de óbitos relacionados ao trabalho. Estiverem presentes profissionais da Vigilância Epidemiológica, Sanitária, Vigilância Epidemilógica Hospitalar, Centros de Referência em Saúde do Trabalhador e Controle Social. Também contribuíram com a oficina representantes da Coordenação de Vigilância de Acidentes de Transportes Terrestres e da Coordenação de Vigilância de Óbitos Materno e Infantil da SES-PE. 

Ao longo dos dois dias, foram debatidos temas fundamentais como a contextualização histórica e conceitual da VORT, o uso da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT) por diferentes órgãos (MPT, MTE, INSS), os instrumentos de investigação e análise dos óbitos relacionados ao trabalho, a integração entre  Vigilância em Saúde, além da diferenciação e implantação do Comitê Estadual de Vigilância dos Óbitos Relacionados ao Trabalho (CEVORT) e o Grupo Técnico (GT) da VORT.


Um dos momentos mais produtivos foi a validação do fluxo de VORT, os inscritos tiveram papel fundamental nas discussões, levantando questões importantes sobre aspectos éticos nas entrevistas com famílias, desafios na entrevista hospitalar e estratégias para otimizar a investigação.

Ao final da oficina foram pactuados quatro encaminhamentos principais: padronização dos instrumentos de investigação; dos encaminhamentos de óbitos suspeitos de relação com o trabalho para investigação no território, descentralização do Cevort com presença em pelo menos uma região de saúde, revisão do roteiro e fluxo de VORT com prazo definido e ampliação das intervenções sanitárias a partir da ocorrência de casos de óbitos nos setores produtivos.


A oficina cumpriu seu papel de fortalecer a rede de vigilância do óbito relacionado ao trabalho, promovendo o diálogo entre diferentes atores e estabelecendo diretrizes claras para as próximas etapas de implementação das ações de VORT.

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