6 de out. de 2026

20 Anos da APEVISA: uma trajetória de transformação, inclusão sanitária e compromisso com a cidadania

 

APEVISA: 20 anos de transformação, inclusão e compromisso com a saúde




Nos dias 29 e 30 de julho de 2026, no Hotel Canariu’s, em Gravatá–PE, aconteceu o evento em celebração aos 20 anos da APEVISA. A programação reuniu profissionais e representantes das áreas de Vigilância Sanitária e Saúde do Trabalhador para momentos de integração, reflexão e debate sobre os desafios e avanços da vigilância em saúde.


Ao longo dos dois dias, foram realizadas conferências, palestras e debates sobre temas como segurança dos alimentos, segurança do paciente, tecnovigilância, integração entre Vigilância Sanitária e Vigilância em Saúde do Trabalhador, além de discussões sobre os desafios do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. O encontro também marcou um momento de celebração da trajetória da APEVISA e de reafirmação do compromisso com a proteção da saúde e da cidadania.


Na mesa de Saúde do Trabalhador, participou como palestrante Rodrigo Silvério, da Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde do Trabalhador, vinculada à Diretoria de Vigilância em Saúde do Trabalhador da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (CGSAT/DVSAT/SVSA/MS). A exposição possibilitou refletir sobre a necessidade de fortalecer a VISAT como componente estratégico do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde e como prática transversal às demais vigilâncias. Entre os principais pontos debatidos, destacou-se a importância de aproximar a Vigilância Sanitária da Saúde do Trabalhador, especialmente nas ações de inspeção e investigação dos ambientes e processos de trabalho, de modo que a análise dos riscos sanitários também considere seus efeitos sobre os trabalhadores. A discussão ressaltou, ainda, a necessidade de superar ações isoladas e burocráticas, promovendo planejamento integrado, troca de informações, qualificação das equipes, utilização dos dados de notificação e investigação epidemiológica e atuação articulada com os Cerest e os demais pontos da Rede de Atenção à Saúde. Outro aspecto relevante foi o reconhecimento de que a vigilância deve intervir nos determinantes dos agravos, e não apenas registrar acidentes ou doenças já ocorridos. Nesse sentido, foram problematizados os desafios relacionados à precarização das relações de trabalho, à terceirização, à informalidade, às desigualdades territoriais, à resistência do setor produtivo e aos conflitos entre interesses econômicos e a proteção da saúde coletiva. A mesa reforçou, portanto, que a integração entre Visa e VISAT deve ser compreendida como uma estratégia política, técnica e institucional para garantir ambientes de trabalho mais seguros, reduzir riscos e assegurar a participação dos trabalhadores na identificação dos problemas e na definição das medidas de intervenção.

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