24 de abr. de 2012

Fórum de Combate aos Efeitos dos Agrotóxicos na Saúde do Trabalhador no Meio Ambiente e na Sociedade

Na sexta passada, dia 20 de abril, Foi realizado o Planejamento da agenda 2012 do Fórum de Combate aos Efeitos dos Agrotóxicos na Saúde do Trabalhador no Meio Ambiente e na Sociedade no Hotel Canarius em Boa Viagem.

Durante todo o dia as equipes de trabalho previamente formadas por área temática tiveram a tarefa de discutir e construir o plano de ações estratégicas de intersetorialidade, articulações, sensibilizações, elaboração de projetos, educação permanente para serem executadas ao longo do ano.

Estiveram presentes representantes das diversas instituições que fazem parte do Fórum, como Secretarias de Saúde, Universidades e Ministério Público.

Após as atividades de grupo ocorreu a eleição da para vice-coordenadora do Fórum, sendo eleita a representante da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, Andrea Lagreca, gerente de Atenção à Saúde do Trabalhador.

Cada grupo temática ficou com a tarefa de reunir e finalizar o planejamento anual que será apresentado no próximo encontro do fórum.
 

 




19 de abr. de 2012

Curso Saúde do Trabalhador

             No último dia 14 de abril aconteceu o encerramento de mais um módulo do Curso de Aperfeiçoamento em Saúde do Trabalhador que vem sendo executado pela Gerência de Atenção à Saúde do Trabalhador e Cerest Estadual de Pernambuco. O público do curso é formado pelos técnicos que atuam nos Cerests Regionais de Pernambuco vem acontecendo desde dezembro de 2011 na Escola de Saúde Pública de Pernambuco quinzenalmente. O módulo encerrado, Interelação ambiente, trabalho e saúde teve como docentes a pesquisadora da Fiocruz e professora Dra. Lia Giraldo e a professora da UFPE Solange Coutinho que abordaram questões que visam compreender as interrelações entre saúde, trabalho e ambiente e o desenvolvimento a partir de uma abordagem ecossitêmica.

Solange Coutinho e Andréa Lagreca

Lia Giraldo e a turma

Apresentação de trabalho pelo Cerest de Caruaru no final do módulo

Lia Giraldo e Mariana Olívia na avaliação da aula

Foto da turma


13 de fev. de 2012

ESSPE: Aperfeiçoamento em Saúde do Trabalhador

Módulos seguem até o mês de junho deste ano

O curso de Aperfeiçoamento em Saúde do Trabalhador, uma parceria entre Gerência de Atenção à Saúde do Trabalhador (Geast), Escola de Saúde Pública de Pernambuco (ESSPE) e Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/Fiocruz, promoveu novos módulos, na última sexta-feira (10/02) e sábado (11/02) para os 37 técnicos de todos os Centros Regionais de Saúde do Trabalhador de Pernambuco que assistem as aulas quinzenalmente na ESSPE e formam a turma.

Governança em Saúde do Trabalhador foi ministrado pelos professores Garibaldi Gurgel, médico sanitarista Phd em políticas públicas e Francisco Santos, fisioterapeuta, mestre e doutorando em saúde pública, e teve como objetivo identificar as ferramentas de gestão, diretrizes orçamentárias, planejamento, controle, regulação e avaliação na área do SUS com ênfase em saúde do trabalhador.
Outras turmas serão formadas, mas dessa vez de forma descentralizada distribuídas entre todas as Geres. Para esta nova etapa, serão disponibilizadas vagas para técnicos das Unidades Sentinelas em Saúde do Trabalhador, técnicos das Geres e representantes dos Conselhos Municipais de Saúde.

Segundo as coordenadoras do curso, Andréa Lagreca e Patrícia Coutinho, esta turma servirá como piloto para as próximas turmas, e deverão ser feitas adequações com a realidade de cada território. Para cada módulo vem sendo produzido um caderno do aluno, a partir de convites a profissionais que tenham expertise comprovada no tema em questão. Todo material produzido passará por uma nova correção e diagramação sob a supervisão das coordenadoras pedagógicas do curso, Idê Gurgel e Mariana Olívia, para ser utilizado nas novas turmas.

2 de fev. de 2012

Força Nacional do SUS: inscrições prorrogadas até 10/2

ENSP, publicada em 02/02/2012
Profissionais de saúde interessados ainda podem se cadastrar à Força Nacional do SUS (FNSUS). O Ministério da Saúde prorrogou as inscrições até 10 de fevereiro. Com isso, médicos intervencionistas, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, condutores de veículos de serviços de urgência e emergência, além de profissionais de saúde de hospitais universitários, institutos nacionais e da rede assistencial hospitalar federal, estadual e municipal podem se cadastrar como voluntários da Força, que atua no atendimento a vítimas de desastres naturais, calamidades públicas ou situações de risco epidemiológico (surtos de leptospirose após enchentes, por exemplo) que exijam uma resposta rápida e coordenada, apoio logístico e equipamentos adequados de saúde.

O banco de cadastrados à Força Nacional do SUS é organizado pelo Ministério da Saúde, que poderá acionar os voluntários de acordo com cada situação de emergência. Os profissionais de saúde cadastrados passam por atividades de capacitação e processo de educação permanente, obedecendo a critérios definidos pelo Ministério da Saúde.

Atuação - Desde a sua criação em 2011, a FNSUS já atuou em três estados (Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro) para o atendimento a vítimas de enchentes. Outras duas equipes da força prestam apoio assistencial e logístico à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) em aldeias indígenas na região de Santa Rosa do Purus (AC) e Eirunepé (AM), locais onde o Ministério da Saúde investiga possível surto de Doença Diarreica Aguda (DDA) em crianças menores de 2 anos. No total, 23 profissionais de saúde partiram de Brasília com a missão de contribuir na busca ativa dos casos, atendimento na aldeia e remoção dos casos graves.

Cadastro - O banco de cadastrados à Força Nacional do SUS é organizado pelo Ministério da Saúde, que poderá acionar os voluntários de acordo com cada situação de emergência. "Essa oportunidade (de participar da equipe) é única no sentido de fazer um trabalho, de maneira organizada e estruturada, que vai ajudar as pessoas e comunidades envolvidas em situações adversas de grande porte", salienta o coordenador de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo de Tarso. Os profissionais de saúde cadastrados passam por atividades de capacitação e processo de educação permanente, obedecendo a critérios definidos pelo Ministério da Saúde.

Fonte: Ministério da Saúde (MS)

6 de jan. de 2012

ERRATA Mestrado profissional em saúde do trabalhador

O edital do mestrado profissional foi modificado! Esta primeira turma será destinada apenas para profissionais das macroregiões do Norte e Centro-oeste como pode ser constatado no item clientela do curso no seguinte endereço:

http://www.siga.fiocruz.br/arquivos/ss/documentos/editais/1_MP%20Vigilância%20em%20Saúde%20do%20Trabalhador%202012.pdf

2 de jan. de 2012

Mestrado profissional em Vigilância em Saúde do Trabalhador

Ano novo, vida nova. Já neste comecinho de 2012 temos a oferta do primeiro curso de mestrado profissional em Vigilância em Saúde do Trabalhador na Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz:

Mais informações acessem o edital:

http://www.siga.fiocruz.br/arquivos/ss/documentos/editais/1_MP%20Vigil%C3%A2ncia%20em%20Sa%C3%BAde%20do%20Trabalhador%202012.pdf

19 de dez. de 2011

Técnicos são capacitados em Saúde do Trabalhador

Curso terá duração de 200 horas/aula


Teve início, nesta sexta-feira (16/12), a aula inaugural do Curso de Aperfeiçoamento em Saúde do Trabalhador, realizado pela Gerência Estadual de Atenção à Saúde do Trabalhador (Cerest), em parceria com a Escola de Saúde Pública de Pernambuco (ESPPE) e o Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/Fiocruz. As aulas estão sendo realizadas na sede da ESSPE, na Boa Vista.

Com carga horária de 200 horas/aula, o curso é destinado aos técnicos de todos os nove Cerests Regionais e representantes da Comissão Intersetorial em Saúde do Trabalhador (CIST) do Conselho Estadual de Saúde.

Ao todo, o curso contará com dez disciplinas, que vão desde os princípios e diretrizes do SUS até o Sistema de Informação em Saúde do Trabalhador.

A previsão é que, em 2012, novas turmas sejam montadas. O objetivo é capacitar técnicos das Geres, técnicos das unidades sentinelas em saúde do trabalhador de todo o estado e representantes das Cists Municipais.



21 de nov. de 2011

Agrotóxicos são a segunda maior fonte de contaminação da água

Publicado em novembro 11, 2011 por HC

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou no último dia 19 de outubro, um estudo sobre o saneamento básico no país. Nele, um fato soa um tanto quanto curioso: constata que os resíduos de agrotóxicos são a segunda principal fonte de contaminação das águas brasileiras, atrás apenas do esgoto sanitário.

A análise apresenta ainda que, com 6,24%, os agrotóxicos ficaram a frente dos despejos industriais e da atividade mineradora como origens de contaminação. O uso indiscriminado dessas substâncias acaba afetando tanto a vida quanto a saúde da população.

A doutora Silvia Brandalise, presidente do Centro Boldrini, especializado em câncer infantil, localizado em Campinas e professora de Ciências Médicas da Unicamp, diz que por ser um composto derivado de benzeno, o agrotóxico é extremamente prejudicial à saúde, podendo disseminar o câncer. “O agrotóxico, a maior parte deles, tem como matéria-prima básica os derivados de benzeno. Os derivados de benzeno têm como ação importante a quebra de cromátides, que são elementos que compõem o cromossoma. Uma exposição aos derivados de benzeno ou à radiação, você consegue fazer uma mutação. Sendo assim, o câncer e outras doenças, que são mutações sucessivas, vão acontecendo na célula cronicamente exposta a esses produtos”, explica.

A utilização dos agrotóxicos em larga escala na agricultura chegou a tal ponto que é preciso parar com o despejo desses produtos, segundo a coordenadora do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), Rosany Bochner. “A verdade é que chegamos a um limite. Não tem mais como falarmos apenas em diminuir ou usar outro tipo. É preciso acabar com o uso. Acreditamos que é necessário até mudar a maneira de como o Brasil lida com a produção de alimentos. Seria uma revolução maior”, afirma a coordenadora.

Outro grande problema apontado por Rosany é a questão dos alimentos geneticamente modificados, pelo fato de utilizarem “muito agrotóxico para o seu cultivo, em especial a soja. Com isso, toda a soja carrega uma quantidade enorme de produtos químicos na sua composição. Sem contar que os produtores que não utilizam os transgênicos, mas possuem agricultores vizinhos que os produzem, acabam por ter suas plantações também contaminadas”, explica.

Ainda segundo a coordenadora, o Brasil se habituou a utilizar a monocultura como forma predominante nas plantações, o que força os agricultores a aplicar os agrotóxicos.

“O que é proposto por especialistas de produção é a agroecologia. Entretanto, esse conceito iria mexer em uma questão cultural, já que hoje você tem todo mundo comendo a mesma coisa o tempo todo. Não há mais a produção de uma fruta, por exemplo, em determinada época do ano, e sim, a produção dela o ano inteiro, por conta da manipulação”, acrescenta Rosany.

Saúde

Chamados pela indústria de “defensivos agrícolas”, o uso de pesticidas ainda podem provocar danos na medula, a ponto de um transplante se fazer necessário. “O defensivo agrícola é um veneno para o homem, pois ele altera o cromossomo da célula. Uma das ações que ele faz no ser humano é diminuir a produção dos glóbulos brancos. Com a queda de glóbulos brancos, a imunidade cai. Isso provoca uma aplasia de medula, quer dizer, a medula óssea não produz mais os elementos do sangue. Nesse cenário, que é uma destruição global da medula óssea, só o transplante de medula pode resolver”, relata Brandalise.

Diversos estudos já comprovaram que foi detectada uma quantidade significativa de agrotóxicos em águas da chuva. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), existem teses que já provaram que essas toxinas foram encontradas no leite materno, o que prejudica na formação do bebê. Tanto para médicos, quanto para especialistas, a fiscalização das leis que regulamentam o uso dos agrotóxicos, e até a extinção deles, é essencial para que a saúde da população seja a prioridade na hora de se produzir um alimento.

Todavia, mesmo as legislações já vigentes que regulam a utilização desses produtos são pouco respeitadas pelo setor. “Existe legislação que proíbe a pulverização com veneno uma árvore que já tem frutos, por exemplo. Mas na prática se vê aviões pulverizando pés de banana, de laranja, etc., já com o fruto na árvore. Ou seja, a quantidade de derivado de benzeno que vai ficar nessa fruta é enorme”, salienta a doutora.

Além do fato de existirem diversos “produtos que estão com a quantidade muito maior de agrotóxico do que seria permitida pela Vigilância Sanitária. Nisso, os consumidores ingerem uma hortaliça ou uma verdura com um altíssimo teor”, enfatiza.


Intimidação
No entanto, apesar de já existirem diversos estudos que relacionam a contaminação da água por venenos agrícolas, Rosany destaca a dificuldade que há em associar causa e efeito nessa questão.

“O Sinitox registrava apenas intoxicações agudas. Contudo, com a contaminação da água, pode-se levar uma população a desenvolver uma desintoxicação que será crônica. O sistema de saúde não irá registrar essa intoxicação como causada pelos agrotóxicos, pois ao longo do tempo é que irão aparecer os problemas. Verificar esse nexo causal, provar que existe essa relação, é muito difícil”, explica.


“É nessa incerteza que as indústrias se beneficiam, porque quando se vai fazer qualquer tipo de denúncia, ela exige que tenha uma comprovação de nexo causal. Como ainda não se tem essa relação, essas empresas acabam entrando na justiça contra quem declarou qualquer coisa, intimidando as pessoas de fazerem qualquer tipo de declaração. E por essa pressão, as pessoas acabam não falando sobre o assunto”, conclui.


Por Leandro Carrasco, do MAB-Movimento dos Atingidos por Barragens.

EcoDebate, 11/11/2011


[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

10 de nov. de 2011

GAST e ESPPE organizam curso de Aperfeiçoamento em Saúde do Trabalhador


A Gerência de Atenção à Saúde do Trabalhador, o CEREST Estadual em parceria com a Escola de Saúde Pública de Pernambuco e o Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães está organizando o primeiro curso de Aperfeiçoamento em Saúde do Trabalhador do estado de Pernambuco. O curso vem sido construído de forma coletiva e participativa com toda a Rede de Saúde do Trabalhador de Pernambuco. Primeiramente será oferecida uma turma do curso para todos os trabalhadores e trabalhadoras dos Centros Regionais de Saúde do Trabalhador do Estado. Posteriormente ser;ao oferecidas turmas do curso para trabalhadores de todas Gerências Regionais de Saúde - GERES, das Unidades Sentinelas em Saúde do Trabalhador e Conselheiros das Comissões Intersetoriais de Saúde do Trabalhador - CIST de todos os municípios do estado. A última reunião realizada para discussão do curso foi realizada no dia 04 de novembro no Hotel Canárius em Boa Viagem com representantes de todos os Cerests.Aguardem mais notícias!

3º Cevort de 2026 fortalece o diálogo intersetorial para a prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho em Pernambuco

O Comitê Estadual de Vigilância de Acidentes de Trabalho (Cevort) realizou seu 3º encontro de 2026, reunindo novos atores intersetoriais par...